quinta-feira, 24 de março de 2011

HISTÓRIA E PERSPECTIVAS DA REVOLUÇÃO CUBANA


NO PRÓXIMO DOIS DE ABRIL, UM DIA DE DEBATES SOBRE OS AVANÇOS, AJUSTES E PROJETOS DA DA REVOLUÇÃO SOCIALISTA CUBANA


Abertura: 9h

Historia da Revolução Cubana
Horário: 09h30
Expositores:
Luis Mergulhão (Professor), Carlos Barão (CAL/ACJM) e Nívia Regina (MST)
Comentarista: Aldo Fidel Cruces Amaro (Cônsul de Cuba)
Moderadora: Maria M. Torbisco(ANCREB - JM)


Conjutura atual da Revolução Cubana
Horário: 14:00h
Expositores:
Marco Antonio V. Santos (CECAC), Antonio Cicero Sousa (CEPPES) e Ricardo Quiroga (MORENA)
Comentarista: Ariel Terrero Escalante (Jornalista cubano)
Moderador: Marcelo Durão (MST)


Perspectivas da Revolução CubanaHorário: 16h
Expositores:
Zuleide Faria (ACJM), Mario Augusto Jakobskind (Jornalista/Escritor) e Modesto da Silveira (Advogado)
Comentarista: Lázaro Méndez (Cônsul Geral de Cuba)
Moderador: Raymundo de Oliveira (CAL/ACJM)


Entidades Promotoras:
Associação Cultural José Martí (ACJM)
Casa da América Latina (CAL)
Centro Cultural Antonio Carlos Carvalho (CECAC)
Centro de Educação Popular e Pesquisas Econômicas e Sociais (CEPPES)
MORENA - Movimentos Bolivarianos
Movimento dos Sem Terra (MST)
Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil (ANCREB-JM)

Local: Sindicato dos Engenheiros (Auditório) Avenida Rio Branco, 277 - 17º andar - Cinelândia
02/04/2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sai Maria Rita Kehl e entra Yoani Sánchez... a culpa é do Fidel!


Míriam Gontijo*
Vejam ENTREVISTA MARIA RITA KEHL EM Escuta aqui: à Revista Cult


No último 15 de fevereiro, o jornal Estado de S.Paulo, há 122 anos nas mãos da família Mesquita, publicou uma nota que me chamou a atenção:

“A jornalista cubana Yoani Sánchez, autora do blog Generación Y e forte questionadora dos rumos políticos de seu país, é a nova colunista do jornal O Estado de S. Paulo. A estréia aconteceu no último domingo (13) e terá periodicidade quinzenal. Formada em Filologia, Yoani tem 36 anos. Em 2008 recebeu o Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo, sendo também listada pela revista Time entre as cem pessoas mais influentes daquele ano.”

Ao que me conste, a bloguera Yoani nunca exerceu a função de jornalista profissional em seu país, que reconhece a profissão e mantém o diploma de periodista. Ela é filóloga, graças à Revolução Cubana, pois desde a tomada do poder em 1959, em anúncio solene na reunião da Assembléia Geral da ONU, Fidel Castro prometeu: vamos alfabetizar os 1,5 milhão de cubanos analfabetos em um ano. Prometeu e cumpriu: erradicou o analfabetismo no país no ano de 1961, talvez por isto tenha a fama de ditador sanguinário: “eliminou” os analfabetos do país... Haja paredão!!

Atualmente, conforme a constituição cubana, é dever do Estado cubano, erradicar o ANALFABETISMO CIENTÍFICO da ilha... Mais paredão. Os 11 milhões de cubanos têm o dever e o direito de saber o que é Biotecnologia, Nanotecnologia e se beneficiarem do desenvolvimento científico que o país alcançou...

Talvez por isto, a bloguera Yoani adquiriu condições de receber premiações fora do seu país e ser reconhecida no Brasil, país que ostenta a cifra de 18 milhões de analfabetos...

Mas o que me deixou mais admirada foi outro fato: recentemente, o Jornal Estado de S. Paulo esteve como “notícia” entre intelectuais brasileiros:

A colunista e psicanalista Maria Rita Kehl, que desde fevereiro de 2010 mantinha uma coluna quinzenal no Caderno 2 no então conhecido Estadão, publicou no dia dois de outubro do ano passado um artigo que virou polêmica nacional.
Intitulado "Dois Pesos...", fala sobre as inúmeras correntes de e-mails enviadas pela internet que desqualificavam os votos dos pobres das chamadas classes sociais D e E sob um argumento que já seria "familiar ao leitor" segundo Kehl: "os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos".

A psicanalista apontou para o preconceito no bojo do argumento de que os votos dos pobres das chamadas classes D e E "não são expressão consciente de vontade política" e "teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola".
O artigo gerou grande repercussão na internet e a colunista acabou demitida.

E mais do que os protestos pontuais na Internet, a demissão de Kehl tornou-se manifesto ratificado por mais de duas mil pessoas em cinco dias e suscitou discussões a respeito do posicionamento dos meios de comunicação diante da contrariedade às suas opiniões.

Antes da publicação do referido artigo, o Estadão, em 25 de setembro de 2010, declarou abertamente o seu apoio ao candidato do PSDB, José Serra, em oposição ao governo Lula e a candidata Dilma Roussef, na eleição brasileira de 2010, que pela primeira vez na história do país, elegeu uma mulher.

Além de refutar os argumentos de alguns e-mails que circularam bastante pela internet com ironias como "onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentadas por uma miséria?" e observações como "se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso", Maria Rita também fez comentário favorável ao Bolsa Família ao escrever: "Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema.

Nossa heroína terminou o artigo escrevendo que "quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos".

Para Maria Rita Kehl, o fato de ter sido demitida seria uma situação absurda: "Como que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?" Segundo a ex-colunista, o motivo de sua demissão foi o fato de o jornal ter considerado o texto um " delito de opinião “.

O diretor do Estadão, Ricardo Gandour, em uma entrevista sobre o ocorrido disse que "não houve demissão", que "colunistas se revezam, cumprem ciclos". Ele disse também que "não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula".

Quando questiondo pelo entrevistador que, apesar de Ricardo Gandour negar o ato de censura, houve consequências para a colunista por expressar a sua opinião, como a sua saída do jornal, o diretor alegou que "o foco daquele espaço era outro", era a psicanálise, entretanto "esse não era o enfoque que ela vinha praticando", mas admitiu que considerou "a coluna de sábado uma coluna forte". Porém não foi esclarecido porque apenas após essa última "coluna forte" é que o jornal decidiu afastar a colunista e não anteriormente ou posteriormente, nem mesmo foi dito que ocorreu uma coincidência. Ele finalizou dizendo que lamenta "que esteja havendo uma leitura histérica disso".

Maria Rita Kehl em uma entrevista desmentiu categoricamente a versão de que ela foi contratada para escrever apenas sobre psicanálise. Disse que inicialmente foi chamada "para escrever sobre psicanálise". Porém, argumentou com a editora do Caderno 2 "que só [escrever] sobre psicanálise conflitava com o meu consultório. De vez em quando, disse-lhe, poderia escrever sobre o tema, mas eu gostaria mesmo era de escrever sobre tudo, inclusive política, assunto que me interessa muito.


Com a aceitação da sua proposta, e após a grande repercussão que a coluna teve, começou a circular o boato de que ela "estava proibida de escrever sobre política, só poderia escrever sobre psicanálise".

Então no dia 6 de outubro, depois de uma reunião que a editora teve com Gandour, veio a resposta. "Gandour disse que por conta da repercussão, a minha posição havia ficado insustentável, intolerável". Informou a psicanalista. Quando questionada se sofreu censura, ela respondeu: "A palavra censura não é boa. No meu conceito, censura seria: você não pode escrever sobre isso ou aquilo, corta uma linha aqui, outra ali… O que o meu caso demonstrou é que o jornal não permite uma visão diferente da do jornal nas suas páginas. É isso. Essa é a dita imprensa liberal".

O tão propalado liberalismo do jornal, parece que é do portão do grande edifício situado na Zona Norte da capital paulista para fora, e alcançando uma famosa ilha no Caribe...

A justificativa para a contratação da nova colunista, a cubana Yoani Sanchéz, foi a de que "Essa voz, que começou praticamente solitária em Cuba, conquistou seu espaço no mundo. Seu papel é de extrema relevância não só para os cubanos, mas para todos que lutam pela democracia. Por isso, estamos muito contentes em contar com Yoani Sánchez em nosso time de colaboradores", afirmou Ricardo Gandour


Para quem conhece a Yoani sabe que ela nunca foi uma voz solitária... teve sempre o apoio dos portadores do neoliberalismo, e até mesmo de um militante neonazista, uma vez que o registro do seu blog foi feito por um ex-nazista, conforme pode ser conferido no site Whois, um aplicativo que identifica os responsáveis pelos domínios de todos os sites que circulam pela internet e que estão registrados junto à Internic.


Para mim esta história não poderia ser mais apropriada para confirmar que o nível de democracia de um país não se mede apenas pelo sistema político que tem, nem mesmo pela sua imprensa dita livre. Democracia para mim só é possível com o respeito pelo voto de todos em condições de igualdade de acesso à educação, saúde, transporte, moradia, trabalho, enfim, tudo que nos qualifica como cidadãos...


Espero que o Brasil com Dilma erradique a miséria política e cultural do seu povo, que em pleno século XXI ainda ostenta a vergonhosa cifra de analfabetos, talvez a maior da América Latina.



*Míriam Gontijo é jornalista, diretora de Relações Institucionais do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG, cientista da informação e “presidenta” da Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Escola de cinema de Cuba de portas abertas para os brasileiros




Uma das mais importantes escolas de cinema do mundo está de portas abertas para os brasileiros. A Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba – EICTV, seleciona estudantes brasileiros para seu curso regular em San Antonio de los Baños. São oferecidas vagas dentro das especialidades de Produção, Roteiro, Direção, Fotografia, Som, Documentário e Edição.


As inscrições têm um valor fixo de R$50,00 e podem ser feitas até o dia 11 de março, no site da Associação Curta Minas/ABD-MG, www.curtaminas.com.br . Belo Horizonte será uma das sedes das provas e entrevistas, que acontecem nos dias 18 e 19 de março. A seleção conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Centro de Referência Audiovisual – CRAV.



A EICTV irá selecionar de quatro a seis candidatos brasileiros, nascidos de 1981 a 1989, que irão se juntar a um grupo formado por 40 estudantes de todo o mundo, em especial da América Latina. O curso tem duração de 3 anos e seu início está previsto para setembro deste ano. Além de Belo Horizonte, as provas também acontecem nas cidades de Recife/PE, Florianópolis/SC, Goiânia/GO e Belém/PA.

A seleção é feita por meio de duas provas escritas: uma de conhecimentos gerais e outra correspondente à especialização escolhida. Os aprovados nas provas escritas serão entrevistados pela comissão julgadora e, em seguida, o Conselho Docente da EICTV, sediado em Cuba, fará a seleção final. A divulgação do resultado será feita na segunda quinzena de junho.

O valor do curso é de cinco mil euros por ano, que podem ser pagos à vista ou em duas parcelas. O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria Audiovisual irá subsidiar parte do valor da matrícula dos alunos brasileiros. Os estudantes que ingressarem no curso regular terão direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Baños, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo.


A Escola


A EICTV de San Antonio de Los Baños fica a 30km de Havana e é uma Instituição da Fundacion del Nuevo Cine Latino Americana, presidida por Gabriel Garcia Marquez. Concebida em 1986 como uma Escola de formação artística, a EICTV pôs em prática uma filosofia própria: ensinar cinema e TV por meios profissionais atuantes na área e capazes, assim, de transmitir conhecimentos e experiências vividas na prática.


A Escola tem como principal característica a formação prática, com estudantes permanentemente envolvidos na produção de filmes, vídeos e programas de televisão. Considerada uma das melhores escolas de imagem e som do mundo, a EICTV já recebeu dezenas de prêmios internacionais, entre eles, o Prêmio Rosselini do Festival de Cannes, em 1993.


Mais informações: CRAV - 3277-4879 / Curta Minas 3201-9665


Fonte: Fundação Municipal de Cultura

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Programa cubano de alfabetización “Yo sí puedo” ganador del Mejor Blog de Actualidad de Sevilla


El Grupo Blogosur Comunicación entrega los premios a los mejores blogs de Sevilla según la opinión de los internautas.

El jueves la sala Joaquín Turina de Cajasol acogió la entrega de premios Blogosur a los mejores blogs de Sevilla, según las puntuaciones obtenidas durante el año 2010 entre los lectores del portal Blogueros de Sevilla

El programa cubano de alfabetización para Sevilla fue galardonado con el Primer Premio al mejor Blog de Actualidad de la capital andaluza. El encargado de recoger el reconocimiento fue Ismael Sánchez, coordinador del citado programa, quién recordó “a los más de 35.000 ciudadanos para los que todo esto de la tecnología 2.0 les queda lejos porque aún no saben leer y escribir”

Sánchez denunció, igualmente, el silencio mediático, en algunos casos, o la disparatería, manipulación y tergiversación de la realidad que realizan constantemente otros medios de comunicación acerca de la aplicación del “Yo, sí puedo” en la ciudad por lo que valoró muy positivamente la existencia de iniciativas de este tipo que ofrecen un espacio plural, heterogéneo y abierto donde cada cual publica lo que quiere, cuando quiere y como quiere.

Por último, el responsable del programa de alfabetización dedicó el premio a los centenares de alfabetizados en Sevilla, convertidos ya en ciudadanos de primera, a los facilitadores que hacen posible el desarrollo de esta campaña, a las decenas de entidades que vienen mostrando su apoyo y al Ministerio de Educación de Cuba.

Muy especialmente transmitió en nombre de todo el equipo del programa “Yo, sí puedo” su agradecimiento al primer teniente de alcalde del Ayuntamiento, Antonio Rodrigo Torrijos, allí presente, y al resto de concejales de su Grupo Municipal su implicación política y el compartir ese sueño de convertir a Sevilla en una ciudad libre de analfabetismo.

En la gala Torrijos estuvo acompañado por Miguel López, director gerente de la Fundación DeSevilla y entidad que aplica el programa “Yo, sí puedo” y por Josefa Medrano, delegada de Participación Ciudadana del Ayuntamiento de Sevilla.

(Tomado de Yo si puedo, Sevillla)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Marti, internacionalista cubano

Convidamos aqueles que apreciam o ritmo e a cultura da nossa irmã Cuba para comemorar os 158 anos de Jose Marti, os 84 anos do Tom Jobim e o aniversário de todos os aquarianos que sonham por um mundo melhor e possível. Nesta sexta-feira, a partir das 19hs, no Café Cuba- Ponto Verde, na Rod MG 030, 2255 MG 30, após a Policia Rodoviária, sentido Nova - Nova Lima .O Ponto Verde fica a cinco minutos do BH Shopping



No próximo dia 28 de janeiro completa-se 158 anos de nascimento do poeta, escritor, orador e jornalista José Martí. Herói da independência cubana, Martí já era no século XIX anti-imperialista e defensor da união de “nostra América.

Texto biográfico retirado do site da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, fala mais sobre este periodista :


Martí:o mais universal dos cubanos

Martí teve a genialidade de superar as concepções revolucionárias existentes no seu país e ser, ao mesmo tempo, o mais universal dos cubanos.

Foi preso aos 16 anos, libertado pouco depois e morto aos 42 anos em “Dos Rios” quando regressava para construir uma nova pátria.

José Julian Martí y Pérez nasceu em Havana, na Rua De Paula, nº 41, atual Rua Leonor Pérez, nº 314, (hoje museu), de pais espanhóis. Don Mariano Martí y Navarro, primeiro sargento do Real Corpo de Artilharia, era natural de Valencia, e Leonor Peres Cabrera, de Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias.

Em sua formação na infância teve grande influência o professor e patriota Rafael María de Mendive – na escola San Pablo – que se comprometeu, desde 1866, a custear seus estudos de bacharelado. Porém seu mentor foi preso em 1869.

Suas idéias políticas aparecem publicamente pela primeira vez em janeiro de 1869, nos jornais clandestinos “El Diablo Cojuelo” e “La Pátria Libre” – poema Abdala – poucos meses depois do insurgimento de Carlos Manuel de Céspedes, em “La Demajagua”, em 10 de outubro de 1868.

Ainda muito jovem, Martí foi preso em 21 de outubro de 1869, condenado a seis anos de prisão política. Após um ano de prisão, desenvolveu trabalhos forçados, próximo ao atual Malecón.

Após breve estadia em “El Abra, na “Isla de Piños”, é deportado para a Espanha. Por duas vezes é operado das seqüelas do cárcere no seu corpo (1872), porém, mais difícil, é curar as dores da alma. Dedicará a sua vida, com a ação e a palavra, para que a Pátria também se cure.

Na Espanha não guarda nem alimenta ódios, apenas defende a independência e a justiça. Deixa amigos e se dedica aos estudos, licenciando-se em Direito Civil e Canônico além de filosofia e letras, formando-se com louvor em Zaragoza, em 1874. Lá contou com o apoio e solidariedade do companheiro de juventude Fermin Valdés Dominguez, junto a quem fora julgado, acusados ambos por assinar uma carta em que classificavam como apóstata a um condiscípulo por alistar-se no oficialato espanhol, onde Martí reclamou para si a autoria.

Seu amigo foi condenado apenas a seis meses de prisão. Depois de visitar várias cidades européias começa sua etapa americana ao chegar a Veracruz, México, em 8 de fevereiro de 1875. Conhece o mexicano Manuel Mercado – fiel amigo até o último dia – e se reúne com seus pais e irmãos.

Desde sua saída de Cuba, deportado para a Espanha, pode-se assinalar três etapas na sua vida: de 1871 a 1884 – formação intelectual básica; 1884 a 1889 – amadurecimento intelectual e político; e, 1890 a 1895 – total consagração à pátria.

Em 22 de novembro de 1878 nasce seu filho, José Francisco, o adorado Ismaelillo, fruto de seu casamento no México em 20 de dezembro de 1877, coma cubana Carmen Zayas Bazán.

Em 17 de Setembro é detido pela conspiração para a “Guerra Chiquita” e afirma para as autoridades que “Martí pertence a uma raça que não se vende” quando lhe exigem uma manifestação favorável à Metrópole. Regressará, finalmente, em 11 de abril de 1895, e cairá em combate poucas semanas depois, em 19 de maio, quando seus compatriotas, a quem devolveu a confiança, lutam novamente por uma Cuba Livre! Em seus últimos anos de vida trabalhou arduamente para impedir que os Estados Unidos – aonde viveu muitos anos – estendessem seu território para além do Rio Bravo, como haviam feito com o México, conforme revelou em sua carta inconclusa a seu amigo mexicano Manuel Mercado, escrita na véspera da sua morte.

Conheceu, amou e defendeu ao que chamou de Nossa América. Cronista de sua época, do passado e do futuro, jamais deixou de servir ao seu povo, e no último período de sua vida teve apenas um objetivo: a libertação de Cuba. Organizou o novo movimento independentista através do Partido Revolucionário Cubano (PRC), de base democrática onde unificou todas as forças populares com um só objetivo – a independência – e previu uma república diferente das experiências que conheceu em outras nações americanas.

Em 14 de março surge o primeiro número do periódico “Pátria”, dedicado à grande causa da independência, e em 10 de abril deste ano é fundado o PRC, onde Martí é eleito como delegado.

Depois dos iniciadores, Martí é e segue sendo o forjador mais completo da nação e nacionalidade cubanas.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

El que se levanta con Cuba hoy es para siempre




A Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais deseja a todos os amigos de Cuba um feliz Natal e um 2011 mais solidário


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cuba, fatos que falam por si


Cuba, apesar do bloqueio, do jornalista de Mário Augusto Jakobskind, será lançado em Belo Horizonte, MG, no dia 7 de dezembro, terça-feira, a partir das 19h, no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos (Rua Hermilo Alves, 290, Sta. Tereza). O lançamento é da BOOKLINK PUBLICAÇÕES, do Rio de Janeiro, e conta com o apoio da Associação Cultural Jose Marti, da Diretoria de Cultura do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, do Programa de Classe do Sintel /MG e do Instituto Helena Greco de Direitos Humanos.

A ideia de escrever Cuba, apesar do bloqueio se deve, sobretudo, ao fato do autor tentar analisar o cerco midiático que a ilha caribenha sofre desde o início de sua revolução, antes mesmo da declaração de que o país optara pelo socialismo. Acompanhando os noticiários diários dos principais jornais do eixo Rio-São Paulo, Cuba só aparece como uma ditadura, como se o povo não tivesse o direito de escolher os seus dirigentes. Alguns veículos de imprensa chegam a se referir a Cuba como o país da “ditadura dos Castros”, em referência a Fidel e Raúl, o atual presidente.

Em termos jornalísticos há quase um total desconhecimento sobre o que acontece na ilha caribenha, para não falar em preconceito, e o noticiário de um modo geral se baseia em fontes que não têm interesse em mostrar os fatos como realmente são. É dentro deste espírito que o autor decidiu escrever o livro, uma parte sobre os 25 anos da Revolução, ou seja, até 1984; e a outra relacionada aos últimos 26 anos, a partir de 1984, ano em que a revolução cubana completava 25 anos, quando Jakobskind lançava Apesar do bloqueio, um repórter carioca em Cuba. A primeira parte do livro teve o prefácio de Henfil e o posfácio de João Saldanha.

Em 2009, Mário Augusto Jakobskind lançou no Uruguai, pela Editora Tropicana, o livro Apesar do bloqueio, 50 anos de Revolução, em função do marco histórico representado pelo ano da comemoração. A edição que está sendo lançada pela BOOKLINK, em 2ª. edição totalmente revisada e atualizada pelo autor .

Para falar sobre Cuba, além de mostrar o cerco midiático, o autor lembra as previsões equivocadas de analistas ignorantes da realidade cubana que sobre o fim do regime em vigor na ilha caribenha depois da desintegração da URSS. Muitos desses analistas garantiam que o fim ocorreria em semanas ou meses. A realidade mostrou que as pitonisas falharam redondamente, como mostra o livro de Mário Augusto Jakobskind.

Uma linguagem acessível

Mais do que adjetivos, Cuba, apesar do bloqueio apresenta fatos que falam por si só, como, por exemplo, a participação do então presidente Fidel Castro num encontro de jornalistas latino-americanos, quando o dirigente máximo de Cuba mostrou o seu dom de jornalista. Seguindo na trilha de que mais valem fatos presenciados do que adjetivos, Jakobskind conta fatos relevantes da vida cotidiana de um país socialista que observou durante algumas estadas em Cuba. É o caso ocorrido, em 1987, na praia de Santa Maria Mayor, a poucos quilômetros de Alamar, quando o autor conheceu uma adolescente que portava um colar com uma imagem de San Lazaro, do qual ela era devota. Mostrou-se entusiasta de Fidel Castro e quando soube que Mario Augusto era brasileiro perguntou “quem era o comandante” do país do repórter. Como a resposta foi de que o Brasil não tinha propriamente um comandante, a adolescente disse que voltaria para casa, iria para a Igreja rezar para que "o seu país tenha um comandante".

Em uma retrospectiva sobre Cuba não poderia faltar a menção da batalha de Cuito Canavale, cujo resultado, segundo Nelson Mandela, que dispensa apresentação, representou o início do fim do odioso apartheid sul-africano. E nesta batalha histórica estiveram presentes milhares de militares cubanos, uma forma que os cubanos encontraram para se penitenciarem do passado de escravidão dos negros.

Os tempos difíceis do Período Especial também são lembrados neste livro, da mesma forma que fatos econômicos que marcaram profundamente Cuba e isso numa linguagem acessível a todos os públicos. Em suma, Cuba, apesar do bloqueio é uma vasta reportagem, com uma linguagem jornalística, que a mídia conservadora dos vários quadrantes latino-americanos se nega geralmente a fazer.