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domingo, 15 de janeiro de 2012

O Senador Suplicy, Yoani Sanchez e os 10 anos de Guantánamo




Cumpriram-se dez anos desde a abertura da prisão ilegal de Guantánamo. Foi no dia 11 de Janeiro de 2002 que os primeiros 20 prisioneiros sequestrados no Afeganistão ali chegaram vestidos com os célebres uniformes laranja, as cabeças encerradas em sacos pretos e as pernas e mãos amarradas com correntes e algemas.

Os cidadãos sequestrados ilegalmente pelo exército norte-americano, sem direito a qualquer acusação formal e muito menos a julgamento, foram transportados pela CIA com a conivência e participação ativa de vários governos ditos “democráticos”.

Em maio de 2009, o Senado norte-americano votou majoritariamente a favor de bloquear a verba para transferir os detentos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para os Estados Unidos.

E aqui no Brasil? qual foi a repercussão?

Eduardo Matarazzo Suplicy (São Paulo, 21 de junho de 1941) é economista, professor universitário, administrador de empresas e político brasileiro.Filho do cafeicultor Paulo Cochrane Suplicy e Filomena Matarazzo (neta do conde Francesco Matarazzo), é herdeiro de uma conhecida empresa de cafés de São Paulo, o Suplicy Cafés, e membro do ramo ítalo-brasileiro da família Matarazzo.

Suplicy é formado em administração de empresas na Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, e dados de 2006 registravam que também era professor titular da FGV, e em economia na Universidade Estadual de Michigan(em inglês: Michigan State University), nos Estados Unidos.

Em 1978, Eduardo Suplicy foi eleito deputado estadual pelo antigo MDB.Em 1979, Suplicy, então deputado estadual pelo MDB, se sensibilizou pela história do jovem transexual Anderson Herzer, interno da FEBEM e, atuando como seu guardião, deu-lhe uma oportunidade de trabalho em seu gabinete e uma vida livre, fora dos muros da instituição.Apesar do auxílio recebido, Herzer se suicidou aos 20 anos de idade em 1982, atirando-se do Viaduto 23 de Maio, localizado no centro da cidade de São Paulo.

Em 1982, foi eleito deputado federal pelo então recém-criado PT, tendo ajudado a fundar o novo partido. Candidatou-se a prefeito de São Paulo em 1985 (perdeu para Jânio Quadros) e em 1992 (vencido por Paulo Maluf) e a governador em 1986 (superado por Orestes Quércia.

Suplicy ocupa o posto de senador por São Paulo desde 1991, em todas as vezes eleito pelo PT, completando em 2011 20 ANOS de senado.Em 2002, disputou as prévias internas do PT para ser o candidato do partido à Presidência da República, perdendo por mais de 80% para Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2003, quando um grupo de deputados federais e senadores do PT (a maioria fundadores do partido), liderados pela senadora de Alagoas Heloísa Helena e composto pelos deputados Babá e Luciana Genro, foi expulso do partido, por serem contrários aos caminhos por ele tomados, Suplicy foi um dos seus poucos filiados notórios que defendeu publicamente os dissidentes, que se incorporaram ao PSOL posteriormente.

Em 2005, quando foi passado um abaixo-assinado no Senado para a formação de uma CPI do Mensalão no governo Lula, Suplicy assinou a lista, provocando conflito com outras alas e facções do partido.

O senador Eduardo Suplicy considerava-se um dos nomes mais fortes do PT para vencer as eleições para a prefeitura de São Paulo em 2012. Ele era um dos cinco pré-candidatos do partido a disputar internamente, no dia 27 de novembro, as prévias do partido.

Eduardo Suplicy desistiu de concorrer à prefeitura de São Paulo pelo PT e anunciou a retirada de sua pré-candidatura durante uma caravana do partido em Guaianases, Zona Leste da cidade de SP, antes das prévias acontecerem , e afirmou que vai apoiar o ministro da Educação Fernando Haddad. O ministro é o preferido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff e com a desistência dos dois últimos pré-candidatos petistas, os deputados Carlos Zarattini e Jilmar Tatto,Haddad consagrou a sua candidatura.

Mas parece que a solução petista deixou mágoas no sensível coração de Suplicy, que divorciado da ex-prefeita de SP, Marta, admitiu publicamente em 2004 o namoro com a jornalista Monica Dallari, filha do jurista Dalmo de Abreu Dallari e divorciada do criminalista José Luis Oliveira Lima, advogado de José Dirceu no processo político em que o então deputado e já ex-ministro da Casa Civil figurava como chefe do mensalão, e muito amigo de Cuba.

Pois bem, entre tapas e beijos, o político brasileiro vem agora defender a vinda da escritora cubana, Yoani Sanchéz, ao Brasil, para participar do lançamento de um documentário intitulado Conexão Cuba Honduras, no Centro Cultural Antônio Carlos Magalhães, o ACM, em Jequié na Bahia.

A escritora, que a mídia brasileira insiste em dizer que é jornalista, pois ocupa um espaço privilegiado nos jornais Estado de S. Paulo (que era muito bem preenchido pela jornalista e psicanalista Maria Rita Kehl) e Globo, nunca esclareceu aos seus leitores o fato de que saiu de Cuba em 2002 e foi morar na Suiça, para depois, em 2004, pedir a sua repatriação, alegando motivos humanitários e que estes foram acolhidos.

Em nenhuma de suas crônicas sobre Cuba tratou da questão da prisão de Guantánamo ou mesmo do bloqueio que seu país vem sofrendo. E o mais interessante é que o seu blog é traduzido em mais de 15 linguas.. Acho que nem o site do Itamaraty consegue esta proeza..

Bom, se o Senador Suplicy acha válido que a presidenta Dilma se intrometa nas questões cubanas, também seria válido que ela pedisse ao presidente Obama a liberação dos cinco cubanos presos injustamente nos EUA e o fim da Prisão de Guantànamo, que é um exemplo mais notório de barbárie e desrespeito aos direitos humanos, repudiado inclusive pelo tradicional New York Times.


Suplicy que me desculpe, mas além de estar mal informado sobre as questões cubanas, deveria, no mínimo. ter a nobreza de se revoltar contra os seus pares norte-americanos e fazer como o seu colega de partido , o senador João Pedro (PT-AM) que, em pronunciamento feito em plenário, no ano passado, reivindicou da Organização dos Estados Americanos - OEA se posicionar sobre situações críticas vividas por outros países como é o caso da manutenção da prisão de Guantánamo, pelos Estados Unidos, a miséria no Haiti, e o muro construído pelos Estados Unidos na fronteira com o México como forma de evitar a imigração.

Míriam Gontijo
Diretora de Comunicação

Fonte: várias

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