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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Rumo a XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba


A mesa foi composta por representação do Movimento Paulista de Solidariedade - Mercedes, ACJM BA - Barreto, Kiko - ACJM PR e Rafael Hidalgo, representante da Embaixada




A XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, a ser realizada na cidade de Foz do Iguaçu, em 06 e 07 de junho de 2013, tem como temas centrais de seus debates: A integração solidária Latino-americana e Caribenha e a amizade entre os povos; a luta permanente contra o bloqueio econômico; a libertação dos cinco heróis cubanos, presos injustamente nos Estados Unidos; e o combate à campanha midiática internacional que divulga, de forma deturpada a realidade da sociedade cubana.


 A Reunião do Movimento Nacional de Solidariedade a Cuba, em oito de dezembro do corrente ano, no Consulado Geral de Cuba,contou com a presença dos seguintes estados e organizações: São Paulo, Baixada Santista, Bahia, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, CEBRAPAZ, representação da Embaixada de Cuba e Consulado Geral de Cuba.   



O diretor-geral da Associação Cultural José Marti de MG, Nelson Dantas, representou o estado na reunião


O representante da embaixada de Cuba no Brasil, Rafael Hidalgo, colocou a importância de aumentarmos a comunicação das entidades, bem como a troca de informações sobre as atividades realizadas. Cuba Hoje será utilizado como um instrumento de divulgação das ações das entidades sendo repassado para as organizações norte- americanas divulgarem.

Também presente à reunião, o  representante do CEBRAPAZ  lembrou a realização de  três importantes atividades em 2013, sendo que duas ocorrem em Cuba, uma de 24 a 26 de janeiro que visa discutir a questão da Sustentabilidade e a outra que ocorrerá em novembro de 2013, será uma Conferência sobre Guantánamo, organizado pelo Movimento Cubano pela Paz, coordenado por Silvio Plateo.  Outra  atividade será a Conferência de Santo Domingo, Republica Dominicana,  referida pelo representante da Bahia, Barreto, em abril de 2013, promovida pela  Organização Mundial pela Paz.

Nelson Dantas, da ACJM MG refletiu sobre a dificuldade da realização do trabalho em função do esvaziamento do período eleitoral, mas ressaltou o trabalho de ampliação, com aproximação a partidos, sindicatos e movimento social.  Na avaliação de Dantas, a Convenção na Bahia foi um sucesso pela participação popular e as temáticas debatidas. Vê a possibilidade de dar visibilidade em outros temas correlatos como ecologia, arquitetura de Niemayer, entre outros. A participação de Tiago de Melo foi para deixar todos emocionados. Colocou que a cada dia 5 de cada mês a entidade vai, com dificuldade, para praça 7, no centro de Belo Horizonte, para a divulgação da luta pela Libertação dos 5.  Ele relatou que  hoje a Associação encontra-se em dificuldade de arrecadação de recursos, pois o Sindicato que fazia uma contribuição deixou de fazê-lo com a troca de sua diretoria. Também enfatizou a  necessidade de qualificar os brigadistas, com a confecção de uma cartilha. Informou o falecimento recente de ex- deputado federal e um dos fundadores da ACJM- MG, Sérgio Miranda,  que participou de debate com o Embaixador na última convenção estadual.

Proposta para a  XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba
 


A palavra foi dada ao Prof. Kiko que fez uma breve introdução, e enfatizou que a escolha do local da próxima convenção nacional de solidariedade a Cuba em FOZ DO IGUAÇU  foi proposital porque a tríplice fronteira tem uma implicação política forte, com forte apelo pela integração.
O evento trará também, intervenções e apresentações artístico-culturais e educacionais brasileiras e cubanas, com o objetivo de promover o intercâmbio cultural entre os dois países em luta permanente pela independência, soberania e luta pela paz mundial, na cidade da tríplice fronteira.
Outro intercâmbio importante, que também norteará as discussões da Convenção, serão as experiências econômicas entre Brasil e Cuba, já que a cooperação brasileira com Cuba é favorável aos dois países. Havana e Brasília mantêm relações diplomáticas desde 1943 – interrompidas em 1964 e restabelecidas 22 anos depois – com laços que se fortaleceram a partir da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, uma tendência que permanece com a atual gestão. O Brasil é hoje o segundo maior parceiro comercial de Cuba na América Latina, depois apenas da Venezuela


Fonte- Relatório da Associação Cultural José Marti RS



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sérgio Miranda, PRESENTE!!



A Associação Cultural José Martí de Minas Gerais informa que faleceu nessa segunda-feira Sérgio Miranda, membro do nosso Conselho Consultivo, apoiador das horas mais difíceis, zeloso colaborador e nosso ETERNO deputado.

Depois de uma rápida passagem pelo PCB, militou no PC do B até 2005 quando se filiou ao PDT . Essa ponte entre o comunismo e o trabalhismo, já trilhado por personagens da envergadura de Darcy Ribeiro e do Luiz Carlos Prestes,  foi feita com maestria de quem "teve a ética e o idealismo como marca de sua atuação política" como consta do obituário do deputado no site do PDT.

Mas foi pelo PC do B, partido pelo qual militou 43 anos e foi deputado por quatro vezes que o Sérgio pode ser melhor identificado. Como um Garrincha, ou um Zico, craques identificados com um time, o deputado pode ser identificado com uma bandeira, no caso a luta pela justiça social.

No seu último mandato na Câmara Federal enfrentou a exarcebação do pragmatismo político. Na plenária de desligamento do PC do B foi enfático na crítica ao governo que exagerava no pagamento dos juros aos banqueiros e no enfrentamento aos direitos dos trabalhadores - "você coloca seu dinheiro onde está seu coração" disse ele na época.

Em maio desse ano, Sérgio Miranda participou da Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba onde abordou o tema A Solidariedade como Valor. Na palestra do Sérgio Miranda, em síntese, ele mencionou a crise atual do capitalismo, primeiramente em 2008, nos EUA, e recentemente na Europa, ambas crises decorrentes, principalmente, do seu modelo capitalista neoliberal.

Destacou que a bandeira de solidariedade nos remete ao processo revolucionário cubano, que é o elo, a argamassa da unidade latina americana, tanto assim que na última reunião da Cúpula das Américas restou decidido que sem a presença de Cuba não se fará mais referida reunião, pois essencial que é à união latina.  Citou também ser primordial a essa união o fortalecimento da Alba e Telesur, dentre outras entidades.

O legado do Sérgio MIranda continua no espírito da Associação Cultural José Martí.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cuba retira exigência de visto para sair do país. Mudança em Cuba é uma mudança de paradigma?

Temos o costume de avaliar um modelo a partir das nossas referências, do modelo que nos cerca. Frequentemente somos levados a questionar se esse modelo nos atende, se ele consegue realmente explicar o que nos cerca. Esses modelos, ou paradigmas existem para serem questionados.



Hoje, a imprensa nacional está relatando a "conquista" dos cubanos que não precisam mais de visto para sair do país. A informação solta reforça uma ideia preconcebida, bombardeada por parte da mídia, de uma ilha-presídio. Essa conquista da liberdade apregoada pela imprensa somada a dificuldade constantemente relatado de se adquirir bens de consumo, desde um telefone celular até itens básicos, cria uma caricatura de Cuba que nada mais é do que a projeção do nosso paradigma.



Essa imprensa nunca lembra que existe um vexaminoso Bloqueio Econômico, condenado por 98% dos países mundiais em julgamento na própria ONU, uma verdadeira afronta à soberania das nações impedindo Cuba de manter um padrão de vida condizente com a excelente formação intelectual e moral dos cubanos. O visto de saída existente apenas cuidava de salvaguardar o investimento humano de anos em pesquisa científicas e técnicas, comum em todos os países. Inclusive no Brasil, ou esquecemos que o profissional que consegue bolsa de mestrado, doutorado etc. no exterior assina um termo de compromisso para voltar a trabalhar no país?

A diferença é que em Cuba o pacto social é firmado na gestação da criança. Com ele, o Estado assegura a melhor saúde, a melhor educação com a criança ainda na barriga da mãe. Melhor e igual para todos o que é uma  afronta ao motor capitalista da desigualdade. O que a sociedade cubana cobra é que seu o cidadão  ajude outras  sociedades a desenvolverem um mundo mais justo. Como premiação, a ONU reconhece que Cuba  possui os melhores índices de educação e saúde, perdendo apenas na análise econômica em função do "Bloqueio Econômico", uma ferramenta imperialista e um duro golpe na escalada civilizatória da humanidade.


A informação rápida, rasteira, sem análise, mas que sai estampada com alta frequência nos jornais e televisão do Brasil vem fazendo com que boa parcela da população não acredite mais na nossa imprensa e busque a melhor informação  por canais de excelência do exterior como BBC, New York Times, Le Monde, La Nacion, ou jornais empastelados pelo "capitalismo Imperial", ou seja, do capital a serviço do Novo Colonialismo, como a Tribuna da Imprensa. Essa mudança de paradigma é a única que merece ser noticiada. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

LIBERDADE AOS 5 HERÓIS CUBANOS!




Dia 05 de outubro, na Praça 7, Belo Horizonte.

A  imprensa mundial não divulga, mas a cada dia mais e mais cidadãos em todos os países, se mobilizam para exigir a liberdade dos 5 cubanos presos nos EUA há mais de 14 anos, desde 12 de setembro de 1998. 



São acusados de espionagem, não há provas e o julgamento foi uma vergonhosa farsa, não há possibilidade de recursos legais e a única saída é a intervenção direta do presidente americano.

 
Personalidades democráticas, artistas,  intelectuais e milhares de pessoas em dezenas de países já exigiram do governo americano o fim desta injustiça.
Some-se a esta lista:assine a Petição Internacional dirigida ao Presidente Obama.

“uma assinatura, um oceano de solidariedade para um universo de justiça”
Campanha Mundial “Todo dia 5 é dia de luta pela liberdade dos 5 Heróis Cubanos!”

Tribuna Livre a partir de 12:00


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carta A la Oficina del Alto Comisionado de Derechos Humanos de la ONU



A la Oficina del Alto Comisionado de Derechos Humanos de la ONU.
De la Asociación Cultural José Marí de Minas Gerais (ACJMMG).
País a que se refiere: Cuba.

Sesión de Examen Periódico Universal (EPU) en que será considerado el país

Informe de la ACJMMG como interlocutor perteneciente al Movimiento Nacional de Solidaridad a Cuba en el marco del Examen Periódico Universal instituido por el Consejo de Derechos Humanos de la ONU.

La Asociación Cultural José Marti de Minas Gerais (ACJMMG) completa 26 años de trabajo de apoyo y solidaridad a Cuba, en octubre de 2012. Son más de dos décadas marcadas por acciones que recogieron y recogen la comprensión de la importancia de la Revolución Cubana en la construcción de un mundo más solidario, en que los derechos humanos son la línea maestra. 

La Asociación Cultural José Marti de Minas Gerais cuenta con la colaboración de aquellos que comparten una necesidad humana: la de la Utopía. Su mayor patrimonio incorpora un legado de luchas y una lista de centenas de  asociados a quien recurrimos conforme la disponibilidad de cada uno. Desde su creación, hace 26 años, cuando Brasil restableció relaciones diplomáticas con Cuba, la ACJMMG tiene la convicción de que la Revolución Cubana es un proyecto que permitió erradicar los males heredados de un gobierno sumiso a otros intereses incompatibles con los del pueblo cubano y con La Declaración Universal de los Derechos Humanos.

Un proyecto que, desde su inicio, viene enfrentando políticas, programas y acciones agresivas de sucesivos gobiernos de Estados Unidos, con el objetivo explícito de aniquilar el proceso revolucionario libremente emprendido por el pueblo cubano y que ha sido una constante en la historia mundial contemporánea, también interpretado por especialistas como el más largo asedio económico sufrido por un país.

 El movimiento brasileño de solidaridad a Cuba es pues , en stricto sensu, la adhesión contraria a una política exterior, de parte de los EUA, dotada de amplio y sofisticado arsenal de medidas agresivas en los ámbitos político, económico, cultural, diplomático, militar, psicológico e ideológico para que no sea desenmascarada la real faz de la llamada democracia liberal, un mixto de sistema pluripartidario y representativo, como forma política de encubrir la dependencia externa, la corrupción, los fraudes políticos y administrativos, el hambre, la tortura, el analfabetismo, la pobreza de amplios sectores de la población, la discriminación y el racismo institucionalizados y consagrados por este tipo de sistema, que ya no se legitima y necesita imponerse por la fuerza.

Esta adhesión, sin embargo, no se da por motivos ajenos a la racionalidad histórica, principalmente a partir de lo que hemos leído, estudiado, acompañado y observado en estos últimos cuatro años, y que lógicamente es fruto de las acciones emprendidas en más de 50 años (completos en enero de 2009) de revolución y principalmente después del llamado periodo especial en la década de 90, también conocido como el periodo de la Reforma de la Resistencia. 

 Todos los que viven en Cuba, sin excepción, aún después de más de 15 años de una crisis económica no superada, mantienen garantizados el acceso universal y gratuito a los servicios de salud y educación públicos de alta calidad y mundialmente reconocidos. La mayor parte de las familias cubanas es propietaria de los inmuebles donde viven y los pocos que pagan alquiler, por mandato legal los precios no superan un 10% del salario nominal, y sin reajustes.

El índice de desempleo es del 1,8%. La seguridad pública, uno de los grandes problemas del mundo hoy, es un tema que no está en las prioridades de la opinión pública cubana por el simple hecho de que, con esos niveles de equidad social relativa, los índices de delincuencia en Cuba están entre los más bajos a nivel mundial. Esos y otros indicadores de consumo público sumados a índices específicos como la mortalidad infantil por cada 1000 nacidos vivos (5,1 %) y la expectativa de vida (78 años), de entre tantos otros, han contribuido para situar y mantener a Cuba, durante varios años, entre los países de alto desarrollo humano en el mundo.

El Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) publicó  su informe anual de Desarrollo Humano tomando como base los datos de los 192 estados miembros de las Naciones Unidas. Ese informe agrupa las naciones según un índice de desarrollo humano en tres categorías de países: desarrollo humano alto (los 70 primeros países), medio (los 85 siguientes) y bajo (los restantes 22 países). Cuba apareció colocada en 51º lugar en ese informe del año pasado. En el área de la salud, Cuba aplica al pie de la letra ese principio: recibe más atención médica quien más atención médica necesita. Sin embargo, en el otro extremo está la cesta básica de alimentos. Todos los 11 millones y 236 mil cubanos, con niveles de ingresos personales a veces muy diferentes, la reciben a precios idénticamente subsidiados. 

Los  cincuenta y cuatro años de Revolución potenciaron el ingenio cognitivo de todos los cubanos, sin distinción. El resultado más palpable en ese terreno son los casi un millón de profesionales universitarios que se han formado en Cuba en ese periodo y los más de ocho mil doctores en ciencias, de entre los cuales no pocos científicos sociales preparados para asumir el papel de masa crítica con activismo constructivo. El ambiente político e institucional en Cuba para el ejercicio tanto de ese activismo profesional, cuanto para el ejercicio cívico y político en general, está siendo cuidadosamente mejorado. 

El 28 de febrero de 2008, el gobierno cubano suscribió junto a las Naciones Unidas dos Pactos internacionales que deben tener una  verificación empírica, sin embargo contextualizada, en la realidad cubana. Son ellos el Pacto de Derechos Civiles y Políticos y el Pacto de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. Según el propio gobierno, por iniciativa propia invitará a relatores de las Naciones Unidas para que, durante el primer semestre de 2009, verifiquen in situ el cumplimiento del contenido de esos Pactos en la realidad cubana.

Además de estos dos pactos suscritos recientemente, Cuba ratificó 15 de los siguientes instrumentos internacionales de los 26 tratados identificados como principales en la esfera de los Derechos Humanos:

- Convención sobre los derechos de los niños;
- Protocolo facultativo a la Convención sobre los derechos de los niños relativo a la venta de material pornográfico envolviendo niños y niñas así como el combate a la prostitución infantil;
- Convención contra la Tortura;
- Convención para la eliminación de todas las formas de discriminación contra la mujer;
- Convención para eliminación de todas las formas de discriminación racial;
- Convención para la prevención y sanción del delito del genocidio;
- Convención sobre la imprescriptibilidad de los crímenes de guerra y de lesa humanidad;
- Convención Internacional sobre la Represión y el Castigo del Crimen de Apartheid;
- Convención Internacional contra Apartheid en los Deportes;
- Convención sobre los Derechos Políticos de la Mujer;
- Convención sobre la Nacionalidad de la Mujer Casada;
 - Convención sobre el Consentimiento para el Matrimônio, la edad mínima para contraer matrimonio y el registro de los matrimonios;
- Convención sobre la Esclavitud de 1926 y Protocolo para modificar la Convención sobre Esclavitud;
- Convención suplementaria sobre la Abolición de la Esclavitud;
- Convenio para represión al maltrato de personas y a la explotación de la prostitución ajena;
- Protocolo Facultativo a la Convención para eliminación de todas las formas de discriminación contra la Mujer;
- Protocolo Facultativo a la Convención sobre los Derechos de los Niños relativo a la participación de niños en conflictos armados.

Infelizmente, las opiniones publicadas sobre la realidad cubana, en una buena parte de la prensa internacional, a menudo, distan de la real opinión pública dominante y auténticamente cubana. Si cada vez más la prensa cubana asumiera, como parece estar aconteciendo, un papel de divulgadora objetiva de los hechos y del dinámico acontecer de la realidad cubana los días de hoy, probablemente el mundo quedaría sabiendo rápidamente y sin distorsiones ni especulaciones internacionales, sobre la diversidad de procesos y eventos importantes que tuvieron en el primer semestre lugar en Cuba y que ofrecieron una visión más integral del conjunto de cambios en curso actualmente en la Isla.

Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais - Octubre de 2012



Dilma na reunião da ONU -25/O9/2012




http://www.youtube.com/watch?v=bxRBMLoxZ3Q

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Todo Dia 5 é Dia de Luta

Como acontece em todo o mundo, também em Belo Horizonte ocorrem manifestações pela liberdade dos "5 heróis cubanos" presos ilegalmente nos EUA. 

Visite as páginas internacionais para ver o alcance da solidariedade em países como Inglaterra, Canadá, entre outros, ou veja o pronunciamento de Ricardo Alarcón, presidente da Assembléia Nacional de Poder Popular para obter mais informações.

A José Martí - MG, entidade com 25 anos dedicados a solidariedade a Cuba e a construção de uma política externa com participação popular, realizará na Praça 7 nesse dia 05 de setembro, quarta-feira, a partir do meio-dia, Tribuna Livre com presença das entidades mais progressistas do Estado.

Você é nosso convidado. 









quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rompendo o bloqueio midiático

O  Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos (ICAP) acaba de lançar o primeiro número da  Revista Siempre con Cuba, uma nova publicação com objetivo de romper o silêncio midiático em torno de Cuba.


Una publicación modesta, pero profunda en la pretensión de su alcance —al decir de Kenia Serrano, presidenta del ICAP—, que se suma a los esfuerzos de la prensa cubana para abrir una grieta en ese gran muro establecido por la poderosa maquinaria de prensa del Imperio en torno a los efectos del bloqueo, la resistencia de nuestro pueblo o la injusticia contra los Cinco.

El título escogido para la publicación cuatrimestral articula todo el trabajo en la arena digital realizado por los más de 400 medios que maneja la solidaridad —desde pequeños boletines y correos electrónicos masivos hasta sitios web—, y si bien la primera edición está en español, sabemos que lograremos la colaboración de los amigos para hacerla llegar al pueblo norteamericano y a otras lenguas, incluso las originarias, explicó.

Entre los materiales incluidos en el número de agosto destacan un trabajo investigativo sobre el surgimiento del Campamento Internacional Julio Antonio Mella, de Caimito, un fotorreportaje de la reciente visita de la XXIII Caravana Pastores por la paz y el homenaje a Lucius Walker, las palabras de René González a propósito del deceso de la cantautora Sara González, entre otros espacios dedicados a la ciencia, la historia o las cartas de los amigos, explicó la editora jefa de la revista, Ileana García.

La portada está dedicada a la hazaña solidaria de una expedición, encabezada por el científico Vladimir S. Koshelev, que colocó en la Antártida una pancarta por la libertad de los Cinco.

Cada número contará en sus páginas centrales con un afiche, en este caso se trata de la convocatoria al VIII Coloquio internacional por Los Cinco en Holguín, del 28 de noviembre al primero de diciembre, detalló.

Fonte : http://www.granma.cubaweb.cu/2012/08/23/nacional/artic06.html

Colaboração : Rosendo Diaz

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Porque hoje é dia da Rebeldia !



DIA NACIONAL DA REBELDIA CUBANA


O ataque ao Quartel Moncada de Santiago de Cuba em 26 de julho de 1953, foi uma notícia que o mundo desconheceu. Os jornais publicaram sem muito alarde que o jovem advogado cubano Fidel Castro Ruz, com um grupo de jovens, atacou a segunda fortaleza militar do país, com o propósito de mudar a situação cubana, quer dizer, devolver a esmagada Constituição da República, e  derrubar o o general Fulgencio Batista que apenas um ano antes — em 10 de março de 1952 —dera um golpe de Estado militar, tirando do poder o presidente Carlos Prío Socarrás, eleito democraticamente.
A antiga fortaleza militar, atacada em 26 de julho de 1953 por um grupo de jovens, liderados por Fidel Castro,  virou Cidade Escolar 26 de Julho depois do triunfo da Revolução. 

Dessa maneira o mundo ignorou que nesse dia, em 26 de julho — domingo — foram torturados e assassinados, extrajudicialmente, uns 46 jovens presos, e em dias sucessivos a cifra aumentou a mais de 60, embora as notícias militares dissessem que tinham morto em combate com o exército. Em 26 de julho somente seis combatentes revolucionários morreram combatendo no quartel de Santiago de Cuba.

Quando no julgamento efetuado em Santiago de Cuba a partir de 21 de setembro de 1953 (Causa 37) o procurador perguntou a Fidel quem era o autor intelectual do Moncada, este respondeu com ênfase que ninguém tinha que preocupar-se, que o único autor do ataque ao Moncada era José Martí.


O revés tático começou a tornar-se uma vitória estratégica a partir de 21 de setembro, quando o chefe do Movimento revolucionário e do ataque ao Moncada — Fidel Castro — compareceu pela primeira vez ante o Tribunal, no Palácio de Justiça de Santiago de Cuba, como acusado e advogado, assumindo a defesa do ataque. Suas declarações e o processo de interrogatórios — como advogado — foram tão convincentes quanto às versões divulgadas desde o 26 de julho por Batista e seus cúmplices militares, que aquele julgamento mudou seu projeto em 48 horas e de acusado, Fidel tornou-se acusador.


Fidel pronunciou oralmente sua alegação de autodefesa, conhecido no mundo todo como A História me absolverá, discurso que ele mesmo reproduziu num texto durante o tempo que esteve na prisão, no antigo presidio Modelo, na Ilha de Pinos. As ações de 26 de julho de 1953 transformariam o mapa político de Cuba e do resto da América, constituindo um exemplo de que uma Revolução social era possível. O exemplo que mostrou esse grupo de cubanos, apoiados depois pela luta e pela vitória da anistia; pela expedição do Granma e a luta do Exército Rebelde na Serra Maestra; pela união dos grupos revolucionários; a greve geral de 1º de janeiro de 1959, convocada por Fidel, como comandante-em-chefe, e 55 anos de resistência dum povo, são o aval da importância daquele dia que o mundo não levou em conta.


(Fonte: Granma Internacional de 25 de julho)



quinta-feira, 14 de junho de 2012

A proposta socialista para a defesa do meio ambiente




A Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental é um evento organizado pela sociedade civil global que acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro – paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD), a Rio+20.

Com a participação de representantes de diversos países, a Cúpula vai apresentar soluções e novos paradigmas dos povos para os problemas mais graves enfrentados hoje no mundo.


Em Belo Horizonte, a Associação Cultural José Marti de MG trouxe para o conhecimento dos belorizontinhos  a apresentação de documentário inétido no Brasil  sobre a histórica expedição 
DO AMAZONAS AO CARIBE, DE CANOA, com a presença do geógrafo e geólogo cubano que participou da expedição, Dr. Angel Graña.
Mais informações sobre a Fundação Antonio Nunez Jimenez que realizou a expedição
confira aqui 



Exibição 
Nesta Sexta-feira, dia 15 de junho
18h30m
Boi Lourdes
Av. Getúlio Vargas 1238 - Savassi - Belo Horizonte- MG

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Do Amazonas ao Caribe, de canoa. O legado da revolução cubana por um mundo mais sustentável



A Associação Cultural Jose Marti de MG, Associação Cultural Jose Marti do RJ, Casa da América Latina, Clube de Engenharia, Espaços Cultural Diálogos do Sul, Fórum Social Mineiro, Fundación António Nunez Jimenez (Cuba) , e Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra- MST  convidam para as seguintes atividades durante a Cúpula dos Povos,  Rio de Janeiro .




DIA 18 DE JUNHO - 18h30m
Clube de Engenharia -auditório do 25º andar  à Av. Rio Branco, 124- Centro- RJ

Por uma cultura da natureza e do ser humano - A Expedição do Amazonas ao Caribe, de canoa


Apresentação de documentário de 30 minutos sobre as principais contribuições para a ciência e o meio ambiente resultantes da expedição e debate com o sr. Angel Graña, da Fundação Antonio Nunez Jimenez, de Cuba, e vice-presidente da Federação Latinoamericana de Espeleologia.

O cubano Angel Graña, que esteve ano lado do capitão do exército rebelde  Antonio Núñez Jiménez  na expedição  tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade,  juntamente com três dezenas de homens e mulheres de países como o Brasil, Colombia, Equador, Peru que navegaram cara ao sol durante várias semanas, com o objetivo de descobrir por via da ciência a insondável riqueza que guarda esta terra verde levando a bandeira da solidariedade latinoamericana,  e da cultura da natureza e do ser humano.

O sr. Graña vai falar dos resultados obtidos nesta epopéia latinoamericana

Capitalismo e Sustentabilidade, incompatibilidade de gênios
As três questões centrais do problema ambiental 




DIA 19 DE JUNHO - 18h30m
Clube de Engenharia -auditório do 25º andar  à Av. Rio Branco, 124- Centro- RJ



Apresentação do engenheiro civil Luiz Carlos dos Santos que participou da Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra em Cochabamba, Bolívia.   O enfoque está na dignidade e na salvação do Homem.  Apresentados os três únicos vetores do problema ambiental e como eles vêm se agravando. 
A partir do conceito de Pegada Ecológica,  foi definida uma grandeza que nos permite estabelecer a equação da relação do Homem com a Terra.
Da relação estabelecida, o objetivo é apresentar uma alternativa para alcançar um desenvolvimento menos agressivo ao meio ambiente.
Para realizar essa análise são apresentadas algumas evidências sobre renda, população e pegada ecológica para, posteriormente discutir como uma redistribuição de renda afeta a relação do homem com a terra

Debatedores 

Eduardo Serra-  Professor da UFRJ
Fernando Siqueira- Diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba 2012

    A Cultura como Estratégia para furar o bloqueio midiático
 e Motivador da Solidariedade          

 Um Balanço Necessário


O evento preparatório da Convenção Nacional da Solidariedade a Cuba realizado pela José Martí –MG  aconteceu uma semana antes da nacional e aproveitou a presença do Cônsul-geral Sr. Lázaro Mendez Cabrera em Belo Horizonte nos dias 18 e 19 de maio para construir uma agenda visando promover a Solidariedade a Cuba no estado de Minas Gerais.

Dessa agenda constou:

uma Festa Revolucionária Cubana no dia 17 de maio, anterior a chegada do cônsul, visando promover a convenção, com a participação do grupo Havana 4, organizada pelos diretores de eventos e Tesoureiro,  Magela Medeiros e Paulo César;
uma visita do Cônsul à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, par a articulação da “Frente Parlamentar Nossa América”. O consul de Cuba foi recebido pelos deputados Luzia Ferreira e Rogério Correa, além de chefes de gabinete e assessores, organizado pelo assessor do Deputado estadual Celinho do Sitrocemg,  Sávio Bones;
a Convenção Estadual no dia 18, sexta, com a participação do trovador Pedro Munhoz apresentando o tema arte e bloqueio moderado pela diretora de Comunicação Míriam Gontijo, Maria José e Sérgio Miranda, com o tema Solidariedade como valor e análise de conjuntura com José Vieira e o Cônsul;
uma visita ao prefeito de Ouro Preto, importante liderança do PMDB para ajudar a construir a Frente Parlamentar, promover intercâmbio turístico com o maior pólo turístico do estado e apoio aos 175 anos da primeira ferrovia latino-americana que foi a Havana – Bejucal – Guinness.

Nos eventos do dia 17/05 e estiveram presentes, entre pagantes, músicos e convidades, cerca de 120 pessoas e no dia 18/05 cerca de 30 pessoas. A festa teve 70% do público do ano passado e a convenção cerca de 40%.

A “Noite Cubana” com o grupo Havana Cuatro, liderado pelo Maestro Pepe, foi um sucesso com ótima música, drinks com o legítimo Ron Havana Club e uma boa maneira de divulgar a convenção. Vamos tentar repetir a festa, agora para cobrir as dívidas.

A abertura do evento do dia 18 foi feita pelo trovador Pedro Munhoz, da cidade de Barra do Ribeiro – RS, artista engajado na luta dos movimentos sociais e que, inclusive, tem um de seus poemas inserido no processo judicial envolvendo trabalhadores ambientalistas na luta contra a degradação ambiental decorrente de atividades da Aracruz Celulose, em sua região. A proposta foi partir de uma concessão artística para escolha de temas onde a solidariedade cubana pudesse ser percebida. E nesse ponto, a escolha do Pedro Munhoz se mostrou muito feliz.


PRIMEIRA MESA
Tema: A Solidariedade como valor – um olhar a partir de Minas Gerais
Palestrantes:
MARIA JOSÉ DA SILVA, ex-diretora da ACJM e atualmente ativista e líder do projeto Nossa América, que leva e difunde a cultura latina americana na região do Barreiro/BH.
SÉRGIO MIRANDA, deputado por quatro vezes e atual presidente do PDT Municipal de Belo Horizonte.
Maria José fez uma apresentação apaixonante que contagiou a todos com o seu conhecimento da obra do José Martí, uma defesa inconteste de Cuba .

Na palestra do Sérgio Miranda, em síntese, ele mencionou a crise atual do capitalismo, primeiramente em 2008, nos EUA, e recentemente na Europa, ambas crises decorrentes, principalmente, do seu modelo capitalista neoliberal.
Destacou que a bandeira de solidariedade nos remete ao processo revolucionário cubano, que é o elo, a argamassa da unidade latina americana, tanto assim que na última reunião da Cúpula das Américas restou decidido que sem a presença de Cuba não se fará mais referida reunião, pois essencial que é à união latina.  Citou também ser primordial a essa união o fortalecimento da Alba e Telesur, dentre outras entidades.




á esquerda, o Cônsul Geral de Cuba no Brasil.

SEGUNDA MESA
Tema: A Solidariedade como valor – uma visão internacionalista
Palestrantes:
LÁZARO MENDEZ, Cônsul Geral de Cuba no Brasil.
JOSÉ VIEIRA, sindicalista e ex-diretor da ACJM
Inicialmente, o cônsul disse ter ficado orgulhoso com a idéia de lançamento, nesta data, na ALMG, da Frente Parlamentar Nossa América, nos moldes da que já existe no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Destacou que a principal atividade industrial de Cuba é a extração do minério de níquel (produção de fármacos é a segunda) e que, por isso, gostaria que o tema de danos ambientais fosse debatido nos fóruns de solidariedade, pois se trata de um tema universal e de interesse de todos os países.

Fazendo um paralelo entre natureza/homem e o socialismo, justificou que este, como o homem, passa por constante evolução para seu aperfeiçoamento, como a que ocorre atualmente em Cuba.

Entretanto, enfatizou que não há outra opção para Cuba que não seja o constante aperfeiçoamento do socialismo, como o que ocorre agora, mediante reformas econômicas.
José Vieira destacou que Cuba é exemplo de solidariedade, conforme recentemente demonstrado na sua ajuda na recuperação do Haiti, e que ela, Cuba, exporta médicos e professores, em vez de guerra.
Frisou que Cuba é, na realidade, o único país soberano do mundo.


TERCEIRA MESA
Tema: A Cultura como Estratégia para furar o bloqueio midiático e Motivador da Solidariedade
Palestrantes:
PEDRO MUNHOZ, músico e ativista de movimentos sociais.
MIRIAM GONTIJO, jornalista e diretora da ACJM - MG
Ao iniciar sua palestra, o Pedro Munhoz citou o músico cubano Sílvio Rodriguez, que disse que não cantava música de protesto, mas sim de uma revolução que triunfou.
Como exemplo do tema proposto, citou que participa, junto com outros músicos, Canto de Todos, cujo objetivo é, através da música, promover o debate político a respeito da América Latina, Cuba e Caribe.
Lamentou o fato de não existir, no Brasil, uma formação de artista voltado à conscientização política e de uma cultura de resistência, de uma arte comprometida e politicamente engajada com os movimentos sociais e populares.
Ressaltou que o império que impõe um bloqueio econômico desumano contra Cuba é o mesmo império que bloqueia a arte no Brasil.
Como exemplo de integração entre cultura e solidariedade, citou o fato de 15 poemas de Toni Guerrero, um dos cinco heróis, haver sido musicado pelo grupo que compõe o projeto Canto de Todos.

Para instigar o debate, Miriam iniciou frisando ser a cultura uma expressão de valores e de identidade de um povo e que a indústria da cultura nada mais é do que a arte como valor monetário.
Dentro desse conceito questionou: qual seria o limite para a venda da arte?
Destacou a importância de termos consciência de que não somos América do Sul e sim América Latina.
Oportunamente, Pedro Munhoz salientou que memória é mais importante do que tradição, pois esta, muitas vezes, expressa valores cultivados por aqueles que são contrários aos movimentos sociais, enquanto a memória é um processo dialético contínuo, portanto evolutivo.
Pessoalmente, disse que se for pago ele canta, mas que se não for pago canta mais: oferece seu coração.
Concluindo, ressaltou ser a cultura uma importante ferramenta para abrir novos caminhos de solidariedade entre os povos, citando que Sílvio Rodriguez disse algo mais ou menos assim: meu amor é onde a primavera não escolhe jardim.

Texto : Paulo César Rodrigues (Diretor Financeiro) e  Nelson Dantas (Diretor Geral)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Solidariedade ao povo colombiano

É urgente a solidariedade internacional com o povo colombiano que sofre terrorismo de Estado: 5 milhões de pessoas desterradas forçadamente, 9.500 presos políticos, 250.000 desaparecidos, o 60% de sindicalistas assassinados no mundo, ferramenta paramilitar do Estado e as transnacionais.

LANÇAMENTO AGENDA COLÔMBIA-BRASIL NO RIO E APRESENTAÇÃO DA MARCHA PATRIÓTICA

Apresentação do movimento Marcha Patriótica da Colômbia, na quarta feira 30 de maio no Centro Cultural do IAB - Rua Teixeira de Freitas nº5, sala 301, Lapa.


18:00 – 18:20h vídeos sobre a Marcha Patriótica
18:20 – 19:30h apresentação da Agenda e da Marcha
19:30 – 20:00h Pronunciamento das organizações que apoiam a Agenda Colômbia-Brasil
20:00 – 20:30h ato artístico

Casa da América Latina, Central de movimentos Populares, Centro Brasileiro de Solidariedade dos Povos, Coletivo Socialismo e liberdade – CSOL/PSOL, Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro, Comitê pro-Conselho Patriótico da Colômbia no Brasil, Grupo Tortura Nunca Mais, Instituto de Advogados Brasileiros, Mandato do Vereador Renatinho PSOL-Niterói, Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Movimento Sem Terra, Partido Comunista Brasileiro, Partido Socialismo e Liberdade – Niterói, União da Juventude Comunista, Sindicato ADUFRJ, e Visão da Favela Brasil.

domingo, 20 de maio de 2012

A Solidariedade como valor

Na abertura da Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba, o sentido da solidariedade e a cultura de resistência. A seguir publicamos na íntegra a intervenção da prof. Maria José Silva, um testemunho da luta pela solidariedade a Cuba e pela integração da América Latina em Minas Gerais

Hoje dia 19 de maio, estamos aqui reunidos, em preparação para a XX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que se realizará, na Bahia – 24 a 27 de maio. A escolha desta data, pelos nossos amigos e amigas de Minas Gerais, tem como referência a morte de José Martí .

Hoje completa 117 anos, que no campo de batalha, em Dos Rios, com um tiro no coração, caía Martí, o homem sincero, luz e verdade de Nossa América.

Deixou como legado a sua obra escrita, hoje compilada em 27 volumes e a sua sorte com os pobres da terra na luta pela a independência de Cuba, afim de impedir o expansionismo dos Estados Unidos em Nossa América, que ele considerava do Rio Bravo a Patagônia, uma terra de rebeldes e creadores.

Ele escreveu em suas obras:

“A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço.” José Martí decidiu não se resignar.

A ACJosé Martí – MG, fundada em 1986, pela rebelde e creadora, D. Helena Greco, já comemorou seus 25 anos de amizade e solidariedade com Cuba, na difícil tarefa do trabalho voluntário.

Mas o que é a solidariedade ? Esta força voluntária que aproxima as pessoas ? José Martí escreveu em 1884, uma proposta pedagógica através do texto “ Maestros Ambulantes”, que destaca a importância da solidariedade , do conhecimento e da prosperidade . “Ser bom é o único modo de ser feliz ! Ser culto é o único modo de ser livre!

Mas , no comum da natureza humana, se necessita ser próspero para ser bom.

Aplicando o princípio da solidariedade e do conhecimento, no processo revolucionário cubano, Fidel, a juventude e os maestros ambulantes de 1961 , escreveram a mais bela página da educação de Nossa a América : A erradicação do analfabetismo em Cuba.

E a prosperidade? Como conquistá-la? Principalmente em Cuba com o bloqueio econômico há mais de 50 Anos? Na América Latina , por mais de 500 Anos, a riqueza da natureza foi apropriada pelos exploradores e governos corruptos e desumanos, através das guerras, violência e muita dor, numa competição que deixou um mundo desiquilibrado e ameaçado por tantas insanidades, contra a natureza e os seres humanos. Como reverter a barbárie e promover a justiça, para todos, no mundo?

A solidariedade é um fato social e ninguém pode ser solidário sozinho.

A solidariedade não é dada por antecipação, ela é obtida a custa de muitas lutas individuais e sociais.

Pessoalmente me identifiquei com estas lutas individuais e sociais desde 1964, quando a ditadura militar se instalou no Brasil . Meu coração de estudante e de professora, de um bairro operário de BH, sofreu muito com a ruptura do processo democrático, do meu trabalho educacional e de uma vida em família, me deixando com a solidão e com a mordaça do silêncio da história.

Não pude deixar de me emocionar, nesta semana, quando a presidenta Dilma Rousseff, na instalação da Comissão da verdade e da lei de acesso a informação afirmou que : “A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantêm latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”.

Quero encerrar minha fala com o meu agradecimento sincero e eterno a memória de D. Helena Greco, por sua luta pelos direitos humanos e a todos os amigos da solidariedade, brasileiros e cubanos, que durante estes últimos 25 anos, através ACJM-MG e de outros movimentos de trabalho voluntário, mantiveram vivos os ideais da luta pela solidariedade, conhecimento e prosperidade, princípios martianos , que sem dúvida sinalizam a conquista da felicidade

“Com todos e para o bem de todos” Viva JOSÉ MARTÍ E O EQUILÍ[IBRIO DO MUNDO! Viva Cuba! Viva Brasil ! Viva a integração de NOSSA AMÉRICA!

Belo Horizonte, 19 de Maio de 2012 - 117 Anos da morte de José Martí Maria José da Silva - Projeto Nossa América

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cuba em Minas - A construção da solidariedade internacional

Associação Cultural José Martí – MG convida para abertura da Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, com a “Noite Cubana”, que acontecerá no Ponto Vermelho, tendo como atração musical a Banda Havana Cuatro.

Nossa convenção, a ser realizada nos próximos 18 e 19 de maio de 2012, tem como objetivo discutir o movimento de solidariedade a Cuba e o apoio aos esforços de integração da América Latina, na luta por mundo mais justo e solidario. Lembrando que o dia 19 de maio configura-se uma data especial para a memoria da solidaridade a Cuba, pois neste dia, cai em combate Jose Marti, na luta pela independência de nossa America. Também estaremos nos preparando para a XX Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba,em Salvador, Bahia.

No dia 18 de maio, às 15h, lançaremos a proposta para a criação da Frente Parlamentar Mineira Nossa América, iniciativa esta que será apresentada pelo Consul de Cuba, Lázaro Mendez, na sala de Imprensa da Assembléia Legislativa.

Segue programação da Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba -MG, a ser realizada nos próximos 18 e 19 de maio de 2012.

17 de maio – Quinta - Noite Cubana -Ponto Vermelho, Rua Tupis 1448 – Barro Preto (Stonehenge Rock Bar) - 19:00, Abertura da Casa

- 21:00 Show Havana 4, grupo de música cubana com integrantes consagrados, inclusive com participação no Buena Vista Social Club.

18 de maio – Sexta - 15:00 Criação da Frente Parlamentar Nossa América em reconhecimento ao legado do José Martí - Entrevista do Consul de Cuba, Dr. Lázaro Mendez, sala de Imprensa- Assembléia Legislativa.

- 19:00 Abertura da Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba

Show do Pedro Munhoz e participação do membro do consulado cubano Auditório da AFFEMG, Rua Sergipe 893.

19 de maio, Sábado Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba - Auditório da AFFEMG, Rua Sergipe 893.

- 8:30 - A Solidariedade como Valor - Um olhar de Minas (Sérgio Miranda - Maria José)

- 10:00- A Solidariedade como Valor - Internacionalismo (Cônsul Lazaro Mendez- José Vieira)

- 11:30- A Cultura como mecanismo para romper o bloqueio (Pedro Munhoz - Magela Medeiros)

Banda Havana Cuatro

Pepe Calderón, maestro e pianista cubano radicado no Brasil desde 1996 contemporâneo do grupo Buena Vista Social Club com cujos integrantes tocou em diversas ocasiões e orquestras em Cuba, nos apresenta a sua atual banda "Havana Cuatro". Seu repertório contempla autores cubanos consagrados conhecidos do nosso público brasileiro, assim como clássicos da MPB com arranjo a "la cubana" interpretados por sua companheira brasileira, a cantora, compositora e violonista mineira Luna Mattos. É um repertório caliente, com muito swing, salsas, rumbas , boleros e chá-chá-chás dançante por natureza prá ninguém ficar parado!

O show conta em sua execução musical com dois músicos brasileiros:Tom Santiago na percussão e Eduardo nos saxofones alto e soprano".

Serviço:

Ponto Vermelho (Stonehenge Rock Bar)

Rua Tupis 1448 . Barro Preto

Abertura Casa 19:00 ...Show 21:00

Entrada 10,00

Informações/ingresso Antecipado 9267214

sábado, 24 de março de 2012

O senado brasileiro, o bloqueio a Cuba, a prisão de Guantánamo e a libertação dos cinco herois


Comissão pede fim de bloqueio econômico dos EUA a Cuba e a libertação dos cinco cubanos


Em requerimento aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) o Senado brasileiro decidiu, nesta quinta-feira (22), fazer um apelo ao governo dos Estados Unidos para que “suspendam o bloqueio econômico e comercial a Cuba e liberte os cinco cubanos presos em seu território, acusados de espionagem, além do fechamento da base militar de Guantánamo, mantida pelo governo americano em território cubano

Em seguida rejeitou a proposta de solicitar ao governo de Cuba a concessão de um indulto aos presos políticos nas cadeias daquele país e a autorização para que a blogueira Yaoni Sánchez possa viajar a outras nações, como o Brasil.

As duas medidas foram sugeridas em requerimentos do mesmo senador, Eduardo Suplicy (PT-SP), e receberam o apoio do senador Pedro Simon (PMDB-RS), relator em ambos os casos, Durante a votação, porém, apenas o primeiro requerimento foi aprovado. Na votação do segundo requerimento, dos 10 senadores presentes, apenas três – Suplicy, Simon e Ana Amélia (PP-RS) – manifestaram-se pela aprovação.

Conforme o § 2 º do Artigo 58 da Constituição Federal, as comissões têm o poder, por conta da questão sob a sua autoridade de, entre outros, realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil bem como receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas.

Em janeiro de 2012, quando cumpriram-se dez anos desde a abertura da prisão ilegal de Guantánamo, no blog da Associação Cultural Jose Marti de MG, foi questionado o silêncio do Senado brasileiro quanto à atitude do Senado norte-americano que, em 2009, votou majoritariamente a favor de bloquear a verba para transferir os detentos da prisão de Guantánamo, em Cuba, para os Estados Unidos, sendo que a mídia hegemônica anunciava, também em janeiro de 2012, o fato do Senador Eduardo Suplicy defender a vinda da escritora cubana, Yoani Sanchéz, ao Brasil, para participar do lançamento de um documentário intitulado Conexão Cuba Honduras, no Centro Cultural Antônio Carlos Magalhães, o ACM, em Jequié na Bahia.

Estes acontecimentos tinham como pano de fundo a visita prevista da presidenta Dilma Roussef a Cuba. Demonstrando maturidade e determinação política, a presidenta colocou para o cenário mundial, como as relações exteriores brasileiras devem se posicionar diante da questão dos direitos humanos :"não se pode tratar de direitos humanos como ferramenta para criticar apenas certos países".Citou como exemplo as violações denunciadas na base americana de Guantánamo.

Míriam Gontijo
Diretora de Comunicação

Mais informação sobre o assunto :

Dilma pede o fim da prisão norte americana de Guantánamo

Obama destinará 62 milhões de dólares para financiar a chamada "dissidência" cubana