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terça-feira, 18 de junho de 2013

VI Convenção Mineira de Solidariedade





A VI Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba foi realizado nos dias 07 e 08 com ampla participação de setores da esquerda de Belo Horizonte, apresentando debatedores de alto nível e preparando a José Martí – MG para a convenção nacional e para os desafios dos próximos 12 meses. Os debatedores convidadeos foram do ICAP, TeleSur, Instituto Luiz Carlos Prestes e Cooperativa Inverta. A convenção foi dividido em duas, com um formato para cada dia.

1 - Cuba não é uma ilha – Avanços do Socialismo na América Latina


A abertura no Teatro da Cidade foi no formato de um seminário e conseguimos o feito histórico de cerca de 150 participantes e registrando a presença das mais importantes frentes de luta social e política. Um dos motivos foi a oportunidade rara de ouvir palestrantes de um currículo de coerência e dedicado a causa revolucionária.

Primeiro Fábio Simeón, representante para o Cone Sul da América Latina do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos – ICAP, fundado em XX e que fez uma análise de conjuntura das lutas cubanas e dos desafios do movimento de solidariedade.


 
Na sequência, o jornalista Beto Almeida da TeleSur falou sobre a inversão de pauta promovida por Cuba e Venezuela na América Latina e a renovação de governantes que tem levado a esperança a esse rico continente que tem gerado milhões de pobres e esquecidos.

 A palestra final foi feita pela Anita Prestes que impressionou por dar um relato claro e preciso de um período histórico que apesar de recente ainda gera muita confusão e desinformação. Apesar de conseguir separar de maneira precisa memoria e historia, a Anita é dona de um curriculos mais marcantes do Século XX e uma boa referência para os rumos que a esquerda brasileira deve tomar no Século XXI








2 – Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba
A convenção propriamente se realizou no dia seguinte quando tínhamos que ter inscrições prévias, mas poucos a fizeram, o que foi um dos poucos momentos que expôs a nossa dificuldade de organizar o evento. As dificuldades principais foram de articulação do grupo, trabalho voluntário, falta de recursos humanos e financeiros.

 As exposições que foram temas das resoluções foram feitas pela Maria José (Projeto Nossa América e Associação Cultural José Martí - MG), Fábio Simeón (ICAP), Nelson Dantas (José Martí-MG), Julia Pereira (Cooperativa Inverta) e Beto Almeida (TeleSur). Entre as intervenções e os apoiadore cabe destacar a presença da Bizoca (Instituto Helena Greco), jornalista José Carlos Alexandre do blog JCA Informa e Comenta,  Telma Araújo (José Martí - MG e Projeto Nossa América), Sintappi entre outros.

 A falta de um entendimento prévio para a retirada das resoluções gerou uma certa confusão inicial, mas graças ao alto nível dos debates as pessoas não se retiraram o que fez manter um quórum elevado até o final e no fim se demonstrou ser mais adequado por gerar uma resolução mais ampla.


Isso demonstra que existe espaço para promover o debate sobre Cuba com a sociedade e é o que temos de buscar continuamente. As nossas bandeiras vão ser reforçadas com novas campanhas.


Conseguimos assim ampliar o nosso alcance
- SINTTAPI, SINPRO, Sindieletro, CTB, CUT, CTB, Central Sindical,
- PCB, PC do B, PSOL, PCML, PT, PCR
- Brigadas Populares, MST, Instituto Luiz Carlos Prestes, Consulta Popular,
- Cooperativa Inverta, Expressão Popular,





domingo, 16 de junho de 2013

Foz de Iguaçu : XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba reúne cerca de 400 apoiadores



Os mais de 400 delegados de grupos de solidariedade e associações José Martí de todo o território do Brasil participaram da XXI Convenção Brasileira de Solidariedade a Cuba  na cidade de Foz de Iguaçu. No dia 14, os participantes ouviram  conferência oferecida pelo doutor Angel Mauro Alfonso Fernández, que falou sobre o programa de atendimento primário de saúde e a cooperação internacional neste ramo.

Os desafios do processo de integração latino-americano e as experiências dos movimentos de solidariedade foram outros temas a serem discutidos no encontro, realizado na fronteira com a Argentina e o Paraguai.

Durante o evento, Socorro Gomes, do Centro Brasileiro de Solidariedade com os Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), exigiu a retirada das tropas norte-americanas da base de Guantánamo, território cubano ocupado ilegalmente pelos Estados Unidos. Exigiu nesse sentido a necessidade de construir a unidade latino-americana para exigir com mais força a entrega dese pedaço de solo cubano ao seu povo e a suspensão da política hostil da Casa Branca contra a maior das Antilhas.

Apesar do bloqueio econômico e financeiro imposto pela Casa Branca há mais de 50 anos contra Cuba, essa nação é um país soberano que conta com o melhor sistema sanitário do mundo, assegurou.

Uma das convidadas a esse encontro, Adriana Pérez, esposa de Gerardo Hernández, um dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos em 1998, solicitou apoio para conseguir a libertação desses lutadores.

Pérez denunciou as violações dos direitos humanos cometidas pela administração estadunidense, que negou a possibilidade de visitar seu marido ao negar-lhe o visto todas as 12 vezes nas quais foi solicitado.

Gerardo Hernández foi condenado a duas condenações perpétuas mais 15 anos de prisão e ainda permanece preso, da mesma forma que outros três de seus companheiros de causa: Ramón Labañino, Antonio Guerrero y Fernando González, apesar da forte pressão internacional para que o governo estadunidense os libere.
O outro antiterrorista, René González, saiu da prisão em liberdade condicional está em Havana, após renunciar a sua cidadania estadunidense.

Os Cinco, como são conhecidos a nível internacional, monitoravam os planos das organizações terroristas financiadas pelos Estados Unidos e sediadas no sul da Flórida.

A XXI Convenção brasileira encerrou com  com a aprovação de um documento chamado Carta de Foz do Iguaçu, na qual serão expostas as medidas e ações para impulsionar durante os próximos 12 meses a defensa de Cuba.

No sábado, dia 15 de junho, os participantes fizeram manifestação de apoio a Cuba na Ponte da Amizade, divisa entre Brasil e Paraguai

Fontes : Prensa Latina e Facebook

Mais :


A delegação cubana era ainda composta da vice-ministra de Educação Superior de Cuba Aurora Fernandez Gonzales, do jornalista e blogueiro Iroel Sánchez, da economista Gladys Pedroza,e o vice-presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos Elio Gomes. Todos fizeram suas apresentações aos participantes.

Resoluções da VI Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba


É compromisso de toda entidade de solidariedade se estruturar de maneira independente e plural, buscando o autofinanciamento; alcançando o interior dos estados, a periferia das capitais e das grandes cidades; reforçar a campanha dos cinco heróis cubanos, promovendo uma inversão de pauta orquestrada e orientada pelos povos e trabalhadores da América Latina a exemplo de Cuba, que vem sendo seguido pela Venezuela
( Na mesa de abertura da VII Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba : Jornalista Beto Almeida da Telesur;  Anita Prestes escritora e intelectual; Nelson Dantas, presidente da ACJM-MG e Fábio Simeón do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos) 

Vamos pautar a solidariedade pela fala do Fidel Castro e que emoldura o belo trabalho apresentado pela Maria José (Projeto Nossa América e ACJM – MG) sobre a história das convenções: “Ser solidário não é oferecer o que nos sobra, mas compartilhar o que temos, mesmo que seja pouco”. E também pelo que costumava falar o saudoso companheiro Paulo Petry do movimento gaúcho de solidariedade a Cuba “façamos a solidariedade que Cuba necessita e não a que queremos”.
DIAGNÓSTICO
A decantada “Liberdade de Imprensa” nos países capitalistas foi sumariamente capturada pelos agentes econômicos, se transformando em “Liberdade de Empresa”, tornando atividades estratégicas para o desenvolvimento social, como imprensa e política, reféns do poder econômico. Especificamente no nosso campo da solidariedade, as lutas contra o Bloqueio Midiático, na verdade, são lutas também contra o Poder Econômico.
Nos noticiários dessa imprensa vamos encontrar a defesa de forças imperialistas nas Guerras de Rapina. Vamos encontrar ênfase na certeza da crise econômica levando medo aos trabalhadores e ajudando a seqüestrar direitos em todo o Globo. A falta de um contraponto cultural na mídia reforça a nossa prisão do paradigma do consumo.
Enquanto isso, a Venezuela conseguiu construir uma agenda humanitária com Cuba e vem realizando uma verdadeira Operação Milagro nos mais diversos segmentos humanitários — a troca de serviços médicos e de professores por petróleo é um sucesso e transformou a crise em oportunidade com uma saída socialista, humanitária e libertadora. Também resgatou seus heróis nacionais e continentais como os brasileiros Abreu e Lima, Luiz Carlos Prestes, entre outros.



Por isso, quando propomos uma inversão de pauta, lutamos para:
·         substituir essa obscurantista imprensa capitalista, que só ouve e reproduz o que serve ao capital, e tenhamos uma mídia democrática com uma TV Pública de qualidade e plural fazendo o salutar contraponto;
·          sair das garras da ALCA e construir uma união entre iguais e com respeito a diversidade na ALBA;
·         substituir a globalização a serviço do imperialismo por uma união dos povos, pautada nos interesses sociais e do bem-estar público mediado por organismos internacionais verdadeiramente independentes e
·         que a América Latina cada dia mais substitua a Doutrina Monroe pelo conceito martiano Nossa América de integração dos povos latino-americanos e caribenhos


Assim, especificamente o que propomos é:

  • uma TV Brasil que honre os acordos já assinados com a TeleSur e inicie uma nova etapa na grade de programação reproduzindo matérias sobre a América Latina;
  • seja reforçada a luta do Fórum Nacional de Democratização das Comunicações – FNDC;
  • toda entidade de solidariedade deverá fazer um esforço para assinar o Granma e difundir matérias do jornal bem como da Prensa Latina;
  • todo apoio à vinda dos médicos cubanos e a construção do Porto de Mariel, e que essa possa ser uma forma justa e humana de intercâmbio;
  • lutar para o aumento do comércio com Cuba e Venezuela, mas principalmente garantir espaço para importação de produtos desses países, evitando o brutal déficit que tem sido gerado nos últimos anos;
  • construção de um projeto de Casa Brasil em Cuba que estimule a solidariedade entre as nações irmãs, fortalecendo essa solidariedade independente de governo;
  • que o Brasil construa em Havana o belo projeto do Oscar Niemeyer para a Embaixada Brasileira e dê um salto na solidariedade;
  • fortalecer a ação 5 pelos 5, elaborando cartazes, mensagem, projeção, ações contra o bloqueio;
  • defesa de que estudantes brasileiros possam estudar medicina em Cuba dentro do programa Ciência sem Fronteira;
  • criar o Dia Nacional de Cuba com festival gastronômico, de música, arte, cinema, a fim de resgatar a proposta do V Encontro Continental de Solidariedade, realizado em Quito, em 2008, e que propôs o dia 10 de outubro;
  • estimular ao máximo os voos da Cubana de Aviacion no continente sul-americano, agora com partidas semanais de São Paulo, tendo em vista que ela é um importante vetor anti-imperialista dessa área estratégica que é a aviação e toda sua cadeia produtiva — na medida do possível, o ICAP deverá organizar os eventos que possibilitem utilizar os voos da Cubana (no que pese as críticas a qualidade do serviço);
  • aproveitar a série de eventos globais no Rio de Janeiro, final da Copa do Mundo e Olimpíadas, para fortalecer a presença da diplomacia cubana e da solidariedade na cidade — a ACJM-MG foi parceira na realização de manifestação nos jogos Pan-americanos e na Rio + 20; e
  • resgate das Bolsas de Medicina dedicadas à solidariedade, mesmo que em novo formato e com convênio que ajude a subsidiar os custos.