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domingo, 16 de junho de 2013

Resoluções da VI Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba


É compromisso de toda entidade de solidariedade se estruturar de maneira independente e plural, buscando o autofinanciamento; alcançando o interior dos estados, a periferia das capitais e das grandes cidades; reforçar a campanha dos cinco heróis cubanos, promovendo uma inversão de pauta orquestrada e orientada pelos povos e trabalhadores da América Latina a exemplo de Cuba, que vem sendo seguido pela Venezuela
( Na mesa de abertura da VII Convenção Mineira de Solidariedade a Cuba : Jornalista Beto Almeida da Telesur;  Anita Prestes escritora e intelectual; Nelson Dantas, presidente da ACJM-MG e Fábio Simeón do Instituto Cubano de Amizade entre os Povos) 

Vamos pautar a solidariedade pela fala do Fidel Castro e que emoldura o belo trabalho apresentado pela Maria José (Projeto Nossa América e ACJM – MG) sobre a história das convenções: “Ser solidário não é oferecer o que nos sobra, mas compartilhar o que temos, mesmo que seja pouco”. E também pelo que costumava falar o saudoso companheiro Paulo Petry do movimento gaúcho de solidariedade a Cuba “façamos a solidariedade que Cuba necessita e não a que queremos”.
DIAGNÓSTICO
A decantada “Liberdade de Imprensa” nos países capitalistas foi sumariamente capturada pelos agentes econômicos, se transformando em “Liberdade de Empresa”, tornando atividades estratégicas para o desenvolvimento social, como imprensa e política, reféns do poder econômico. Especificamente no nosso campo da solidariedade, as lutas contra o Bloqueio Midiático, na verdade, são lutas também contra o Poder Econômico.
Nos noticiários dessa imprensa vamos encontrar a defesa de forças imperialistas nas Guerras de Rapina. Vamos encontrar ênfase na certeza da crise econômica levando medo aos trabalhadores e ajudando a seqüestrar direitos em todo o Globo. A falta de um contraponto cultural na mídia reforça a nossa prisão do paradigma do consumo.
Enquanto isso, a Venezuela conseguiu construir uma agenda humanitária com Cuba e vem realizando uma verdadeira Operação Milagro nos mais diversos segmentos humanitários — a troca de serviços médicos e de professores por petróleo é um sucesso e transformou a crise em oportunidade com uma saída socialista, humanitária e libertadora. Também resgatou seus heróis nacionais e continentais como os brasileiros Abreu e Lima, Luiz Carlos Prestes, entre outros.



Por isso, quando propomos uma inversão de pauta, lutamos para:
·         substituir essa obscurantista imprensa capitalista, que só ouve e reproduz o que serve ao capital, e tenhamos uma mídia democrática com uma TV Pública de qualidade e plural fazendo o salutar contraponto;
·          sair das garras da ALCA e construir uma união entre iguais e com respeito a diversidade na ALBA;
·         substituir a globalização a serviço do imperialismo por uma união dos povos, pautada nos interesses sociais e do bem-estar público mediado por organismos internacionais verdadeiramente independentes e
·         que a América Latina cada dia mais substitua a Doutrina Monroe pelo conceito martiano Nossa América de integração dos povos latino-americanos e caribenhos


Assim, especificamente o que propomos é:

  • uma TV Brasil que honre os acordos já assinados com a TeleSur e inicie uma nova etapa na grade de programação reproduzindo matérias sobre a América Latina;
  • seja reforçada a luta do Fórum Nacional de Democratização das Comunicações – FNDC;
  • toda entidade de solidariedade deverá fazer um esforço para assinar o Granma e difundir matérias do jornal bem como da Prensa Latina;
  • todo apoio à vinda dos médicos cubanos e a construção do Porto de Mariel, e que essa possa ser uma forma justa e humana de intercâmbio;
  • lutar para o aumento do comércio com Cuba e Venezuela, mas principalmente garantir espaço para importação de produtos desses países, evitando o brutal déficit que tem sido gerado nos últimos anos;
  • construção de um projeto de Casa Brasil em Cuba que estimule a solidariedade entre as nações irmãs, fortalecendo essa solidariedade independente de governo;
  • que o Brasil construa em Havana o belo projeto do Oscar Niemeyer para a Embaixada Brasileira e dê um salto na solidariedade;
  • fortalecer a ação 5 pelos 5, elaborando cartazes, mensagem, projeção, ações contra o bloqueio;
  • defesa de que estudantes brasileiros possam estudar medicina em Cuba dentro do programa Ciência sem Fronteira;
  • criar o Dia Nacional de Cuba com festival gastronômico, de música, arte, cinema, a fim de resgatar a proposta do V Encontro Continental de Solidariedade, realizado em Quito, em 2008, e que propôs o dia 10 de outubro;
  • estimular ao máximo os voos da Cubana de Aviacion no continente sul-americano, agora com partidas semanais de São Paulo, tendo em vista que ela é um importante vetor anti-imperialista dessa área estratégica que é a aviação e toda sua cadeia produtiva — na medida do possível, o ICAP deverá organizar os eventos que possibilitem utilizar os voos da Cubana (no que pese as críticas a qualidade do serviço);
  • aproveitar a série de eventos globais no Rio de Janeiro, final da Copa do Mundo e Olimpíadas, para fortalecer a presença da diplomacia cubana e da solidariedade na cidade — a ACJM-MG foi parceira na realização de manifestação nos jogos Pan-americanos e na Rio + 20; e
  • resgate das Bolsas de Medicina dedicadas à solidariedade, mesmo que em novo formato e com convênio que ajude a subsidiar os custos.

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