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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cuba retira exigência de visto para sair do país. Mudança em Cuba é uma mudança de paradigma?

Temos o costume de avaliar um modelo a partir das nossas referências, do modelo que nos cerca. Frequentemente somos levados a questionar se esse modelo nos atende, se ele consegue realmente explicar o que nos cerca. Esses modelos, ou paradigmas existem para serem questionados.



Hoje, a imprensa nacional está relatando a "conquista" dos cubanos que não precisam mais de visto para sair do país. A informação solta reforça uma ideia preconcebida, bombardeada por parte da mídia, de uma ilha-presídio. Essa conquista da liberdade apregoada pela imprensa somada a dificuldade constantemente relatado de se adquirir bens de consumo, desde um telefone celular até itens básicos, cria uma caricatura de Cuba que nada mais é do que a projeção do nosso paradigma.



Essa imprensa nunca lembra que existe um vexaminoso Bloqueio Econômico, condenado por 98% dos países mundiais em julgamento na própria ONU, uma verdadeira afronta à soberania das nações impedindo Cuba de manter um padrão de vida condizente com a excelente formação intelectual e moral dos cubanos. O visto de saída existente apenas cuidava de salvaguardar o investimento humano de anos em pesquisa científicas e técnicas, comum em todos os países. Inclusive no Brasil, ou esquecemos que o profissional que consegue bolsa de mestrado, doutorado etc. no exterior assina um termo de compromisso para voltar a trabalhar no país?

A diferença é que em Cuba o pacto social é firmado na gestação da criança. Com ele, o Estado assegura a melhor saúde, a melhor educação com a criança ainda na barriga da mãe. Melhor e igual para todos o que é uma  afronta ao motor capitalista da desigualdade. O que a sociedade cubana cobra é que seu o cidadão  ajude outras  sociedades a desenvolverem um mundo mais justo. Como premiação, a ONU reconhece que Cuba  possui os melhores índices de educação e saúde, perdendo apenas na análise econômica em função do "Bloqueio Econômico", uma ferramenta imperialista e um duro golpe na escalada civilizatória da humanidade.


A informação rápida, rasteira, sem análise, mas que sai estampada com alta frequência nos jornais e televisão do Brasil vem fazendo com que boa parcela da população não acredite mais na nossa imprensa e busque a melhor informação  por canais de excelência do exterior como BBC, New York Times, Le Monde, La Nacion, ou jornais empastelados pelo "capitalismo Imperial", ou seja, do capital a serviço do Novo Colonialismo, como a Tribuna da Imprensa. Essa mudança de paradigma é a única que merece ser noticiada. 

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